terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Existe Vida Extraterrena Inteligente?


Dave Hunt
Muitas mentiras enganosas são semeadas na mente da juventude de hoje através das escolas, dos livros, dos filmes e da televisão. São muitos os enganos populares que negam a Deus e o Evangelho de Jesus Cristo. Dois deles são sustentados mundialmente: 1) a evolução (ensinada como fato nas escolas públicas); e sua corolária, 2) a existência de vida inteligente em outros planetas. Se a vida evoluiu na Terra por acaso, então por que não em outros lugares? A possibilidade de algum outro ser possuir ciência e tecnologia mais avançadas que as nossas é extremamente empolgante para a humanidade: nós não estaríamos sozinhos no Universo!
Robert Jastrow, fundador e por muitos anos diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (que exerceu um papel-chave nos projetos das sondas espaciais Pioneer, Voyager e Galileu), sugeriu que a vida teria se desenvolvido em alguns planetas 10 bilhões de anos antes de acontecer aqui na Terra. Esses seres poderiam estar além do homem na escala evolucionária – assim como o homem se encontra à frente dos vermes – e apareceriam como deuses para nós quando os encontrássemos: um pensamento emocionante mas também aterrorizante.
Várias nações investiram pesado no envio de sinais de rádio ao espaço e na captação de algum retorno dos mesmos.
Sérios esforços internacionais têm estado em funcionamento durante os últimos anos visando contatos com inteligências extraterrestres (IETs). Nos Estados Unidos, o programa foi chamado de Busca de Inteligência Extraterrestre (Search for Extraterrestrial Intelligence – SETI). Várias nações investiram pesado no envio de sinais de rádio ao espaço e na captação de algum retorno dos mesmos. A sonda espacial Voyager, que já deixou nosso sistema solar para se aprofundar mais no espaço, carrega a seguinte mensagem num disco de ouro fixado no seu exterior, pois esperava-se que alguma vida amiga o encontrasse e fizesse contato com a Terra em resposta:
Nós lançamos esta mensagem no Cosmo... isto é um presente de um pequeno, distante mundo... Esperamos que algum dia tenham resolvido os problemas que enfrentamos, para reunir uma comunidade de civilizações galácticas. (Assinado) Jimmy Carter, presidente dos Estados Unidos da América, 16 de junho de 1977.
Crê-se popularmente que seres de outros planetas já teriam visitado a Terra por algum tempo em naves espaciais cuja composição e propulsão nossos cientistas não podem explicar. Essas naves foram batizadas de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Milhares de aparições são reportadas anualmente no mundo inteiro, a maioria das quais tendo alguma explicação terrestre. Isso ainda deixa numerosas aparições que, sob cuidadosa investigação, parecem indicar que alguma coisa "não deste planeta" está nos visitando, por razões desconhecidas.
Tem havido várias investigações governamentais dos OVNIs. Os resultados permanecem em segredo. De acordo com os arquivos liberados conforme a Lei de Liberdade de Informação, o FBI foi envolvido na procura por evidências em supostos locais de acidentes com OVNIs. Numa carta datada de 27 de setembro de 1947, entretanto, o diretor do FBI, J. Edgar Hoover, escreveu para o Ministro da Aeronáutica, George C. McDonald, que estava orientando o órgão governamental a "suspender toda a atividade de investigação relativa às aparições reportadas acerca de disco voadores", e que as dúvidas fossem apresentadas à Força Aérea.(1) Contudo, o FBI continuou envolvido no processo. Considere o memorando interno do FBI, datado de 2 de outubro de 1962, de W. R. Wannall para W. C. Sullivan: "Aparentemente não se faz necessário dar instruções adicionais... relativas a discos voadores. Esta matéria será novamente revisada por volta de 3 de outubro de 1963."(2)
Arquivos do FBI, dos quais tenho cópias, incluem numerosas reportagens sobre misteriosos objetos voadores, vistos por observadores competentes, incluindo pilotos da Força Aérea e pessoal do FBI. A grande velocidade dos objetos, a ausência dos meios de propulsão conhecidos na Terra, e manobras impossíveis para naves terrestres indicam origem extraterrestre. Os relatos quase sempre incluem observações sobre marcas deixadas por um objeto pesado, bem como áreas queimadas e radioativas onde os OVNIs supostamente teriam aterrissado. Um memorando do Diretor Executivo da CIA (cuja data foi apagada) para o Diretor da Central de Inteligência afirma:
Relatos de incidentes nos convencem de que algo está acontecendo e precisa de atenção imediata. Os detalhes de alguns desses incidentes têm sido discutidos pelo AD/SI com DDCI. Aparições de objetos inexplicáveis a grandes altitudes e viajando a grandes velocidades nas proximidades de uma importante instalação americana de defesa são de tal natureza que não são atribuíveis a fenômenos naturais ou a tipos conhecidos de veículos aéreos.(3)
Contradições: fatos X pesquisadores
Alguma possibilidade de que vida inteligente tenha evoluído por acaso na Terra ou em qualquer outro lugar pode ser rapidamente descartada. O eminente astrônomo britânico Sir Fred Hoyle salienta que "mesmo se o Universo tivesse consistido, a princípio, de um caldo orgânico" do qual a vida seja feita, a chance da produção das enzimas básicas da vida pelo acaso, sem um norteamento inteligente, pode ser aproximadamente de uma em 10 seguido de 40.000 zeros. A impossibilidade desse número pode ser vista na seguinte ilustração. A probabilidade de se "estender a mão" ao acaso e apanhar umátomo específico do Universo seria de cerca de 1 em 10 seguido de 80 zeros. Se cada átomo deste Universo se tornasse num outro Universo, a chance de "estender a mão" a esmo e pegar um átomo desses universos seria de cerca de 1 em 10 seguido de 160 zeros.
Então Hoyle explica por que essa teoria completamente impossível ainda é respeitada, e acusa os evolucionistas de interesse-próprio, pressão injusta, e desonestidade:
Essa (impossibilidade matemática) é bem conhecida dos geneticistas e ainda assim ninguém parece dar um basta final à teoria... por causa do seu peso sobre o sistema educacional... ou você crê nos conceitos ou será visto como herege.(4)
Em Chance and Necessity (Acaso e Necessidade), o biólogo molecular Jacques Monod forneceu uma dúzia ou mais de razões pelas quais a evolução não pode ter ocorrido. A característica essencial do DNA, por exemplo, é a perfeita réplica dele mesmo. A evolução só poderia ocorrer diante de uma falha no DNA, e é absurdo imaginar que uma única célula tenha evoluído, muito menos o cérebro humano, por uma série de falhas prejudiciais no DNA. E, ainda assim, após ter apresentado várias razões pelas quais a vida não poderia ter surgido por acaso, Monod concluiu que ela tem que ter surgido por acaso.
Monod não possui uma razão válida para sua "fé". Ele simplesmente rejeita aceitar a criação divina. O paleontologista do Museu Britânico de História Natural, Colin Patterson, declara:
Evolucionistas, assim como os criacionistas... nada mais são do que pessoas que crêem. Eu tenho trabalhado nesta questão (evolucionismo) por mais de vinte anos, e não havia qualquer coisa que eu soubesse a esse respeito. É chocante descobrir que alguém pode ser enganado por tanto tempo."(5)
Onde fica o cristianismo?
"por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte" – Rm 5.12
Uma fé transigente está ficando comum na igreja: Deus teria permitido que a evolução acontecesse, aí Ele teria transformado a criatura, semelhante a um primata, em Adão. Mas a Bíblia diz que no momento em que Deus soprou vida no molde que Ele formara do pó, esse molde era um homem, Adão (Gn 2.7). Assim, Ele não poderia tê-lo transformado de alguma coisa que já estivesse viva. Além disso, a morte não invadiu a Terra até que Adão pecasse ("por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte" – Rm 5.12), e, assim sendo, as espécies anteriores não poderiam ter passado pelo suposto processo de morte para "evoluírem de forma mais elevada".(6)
Poderia Deus ter criado vida inteligente em outros planetas? Sim, mas a Bíblia declara que exclusivamente a Terra tem vida física inteligente. Foi para esta Terra que Satanás veio difundir sua rebelião; e a esta Terra Cristo veio para morrer pelo pecado do homem. A batalha entre Deus e Satanás pelo Universo está centralizada aqui. O sacrifício de Cristo na cruz purificou do pecado o Universo inteiro e as próprias coisas celestiais (Hb 9.23):
"...de fazer convergir nele [Cristo]... todas as cousas, tanto as do céu como as da terra" (Ef 1.7,10).
"Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra..." (Fl 2.10).
"...havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as cousas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Cl 1.20).
"...toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra... dizendo: Àquele que está sentado no trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos" (Ap 5.9,13).
"Quando, porém, todas as cousas lhe (a Cristo) estiverem sujeitas... para que Deus seja tudo em todos" (1 Co 15.28).
As afirmações acima contrastam com a crença dos mórmons em trilhões de deuses, e trilhões de Cristos que morreram em trilhões de planetas além do nosso. Isso vai contra as Escrituras que dizem que a única reconciliação entre Deus e o Universo inteiro é o próprio Cristo de uma vez por todas sacrificado na cruz – um sacrifício que não se repetiu em nenhum outro planeta:
"...pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção... ao se cumprirem os tempos, (Cristo) se manifestou uma vez por todas, para aniquilar pelo sacrifício de si mesmo o pecado... Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus... Porque com uma únicaoferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados... Já não há oferta pelo pecado" (Hb 9.12,26,10.12,14,18).
Um ser inteligente com poder de escolha poderia pecar. Deus não precisa experimentar ("O homem pecou, mas deixe-me tentar em outro planeta...", etc.). Conseqüentemente, existiriam outros pecadores espalhados pelo Universo; Deus os teria colocado lá intencionalmente. Mas por quê? Certamente é suficiente um planeta de rebeldes!
Os pecadores precisam de redenção, e a redenção foi provida para o Universo inteiro através do sacrifício de Cristo neste planeta. Nós, habitantes da Terra, temos o relato de testemunhas oculares, evidências arqueológicas, evidências históricas e profecias cumpridas. Tais provas não podem ser avaliadas por seres de distantes planetas que teriam que acreditar num Cristo que morreu neste planeta.
Além do mais, para Cristo nos redimir, ele teve que se tornar um de nós, um homem que morreu em nosso lugar. Para redimir seres de outros planetas, Ele teria de se tornar um deles também. Mas a Bíblia diz que Cristo é o Deus-homem para sempre; e Ele morreu só uma vez, e isto foi aqui na Terra. E sobre a Terra Satanás tentará estabelecer seu falso reino, utilizando-se de um homem, o anticristo. Para esse fim, Satanás pode usar os OVNIs e a crença em IETs para estabelecer seu falso cristo. É interessante que Robert Jastrow sugere que a vida após a morte...
...talvez esteja muito além da forma de carne-e-sangue que reconheceríamos. Talvez possa (ter)... conseguido escapar de sua carne mortal para se tornar algo fora de moda que as pessoas chamariam de espíritos. Então como é que sabemos que está aqui? Quem sabe possa materializar-se e aí desmaterializar-se. Tenho certeza de que eles possuem poderes mágicos pelos nossos padrões...(7)
O palco para a "operação do erro"
Não só médiums espíritas e parapsicólogos, mas agora cientistas, que rejeitaram a Deus, estão tentando contato com "seres espirituais".
Que grande idéia Satanás pode utilizar para colocar o anticristo no poder! Quem precisa de Deus se as IETs têm poderes mágicos?! Não só médiums espíritas e parapsicólogos, mas agora cientistas, que rejeitaram a Deus, estão tentando contato com "seres espirituais" que eles acreditam ser entidades altamente evoluídas, com conhecimento e poderes maiores aos dos humanos. Certamente, se contatos fossem feitos com as "amigáveis" IETs, os líderes da Terra gostariam de se "beneficiar" com seus conselhos e ajuda. O presidente sírio Hafez Assad, muito fascinado por OVNIs, acredita que "só os poderes extraterrestres poderiam trazer paz entre as superpotências"(8).
Mas não existem IETs. A única vida inteligente além da que há na Terra é toda espiritual: Deus, anjos, Satanás e demônios. Satanás e seus servos são hábeis em invadir o reino físico. Satanás colocou chagas em Jó, causou um "vento arrasador" de destruição em sua casa matando seus filhos, os caldeus e sabeus roubaram a ele e a seus servos, e em cada caso uma pessoa ficou viva para trazer as notícias a Jó. Satanás levou Cristo ao topo do monte e ao pináculo do templo. Janes e Jambres (2 Tm 3.8) foram hábeis para imitar, pelo poder de Satanás, alguns milagres de Arão e Moisés, feitos pelo poder de Deus.
Que limites podem haver nos "poderes, sinais e prodígios da mentira" satânicos nós não sabemos: Satanás levará o mundo todo a adorar o anticristo como "Deus" (Ap 13.8). O fato é que a humanidade está agora aberta para o contato e para receber opiniões e ajudas de demônios que estão se manifestando como OVNIs e disfarçando-se como IETs, o que ajuda a preparar o palco para a "operação do erro" (2 Ts 2.11).
Foi aqui na Terra que Cristo derrotou Satanás na cruz, e é aqui para a Terra que Cristo retornará a fim de destruir Satanás. É na Terra que Cristo vai reinar por 1000 anos; é para a nova Terra que a Jerusalém celestial descerá (Ap 21.1-2), e dela Cristo reinará sobre o novo Universo por toda a eternidade. Não existe nenhuma outra civilização planetária.
As hábeis mentiras de Satanás têm um único propósito: desviar o homem da verdade de Deus que por si só o libertará do pecado e do eu (Jo 8.31-32). Nós, crentes em nosso senhor Jesus Cristo, precisamos ter uma resposta bíblica para nossos queridos, de forma a libertá-los das sedutoras mentiras satânicas, onde quer que elas estejam. Sejamos bereanos. Conheçamos as Escrituras. Declaremos a verdade de Deus com ousadia e vivamo-la de forma consistente.



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Estamos vivendo o princípio das dores?

Por Jesué da Silva Andrade.

Constantemente sou questionado com esta pergunta quando estou dando algum estudo sobre escatologia.  E a impressão que eu tenho que as pessoas queriam que eu respondesse que sim, que já estamos passando pela tribulação, por causa do que o Senhor Jesus chama em Mateus 24. 8 de “... o principio das dores”. Mas a resposta é um auto e sonoro não. Não estamos vivendo o principio das dores.
Essa duvida na maioria dos cristãos é devido ao fato que os meios de comunicação de nossos dias serem tão evoluídos  a ponto de constantemente sermos bombardeados com notícias de guerras, rumores de guerras, pragas (doenças), terremotos, e catástrofes naturais. Ao depararmos com tais noticias, e ao analisarmos as Escrituras sem um conhecimento real do seu ensino, deduzimos de uma maneira precipitada, que estas profecias estão se cumprindo diante de nossos olhos.
Só, que estamos vendo diante de nossos olhos, não são o princípio das dores, ou seja, inicio da tribulação. Porque o princípio das dores, que no caso são os primeiros três anos e meio da tribulação para acontecer, a igreja não pode estar aqui. Muitos ensinam que a igreja entra nos primeiros três anos e meio da tribulação. Outros que parte dela e arrebatada antes e outra parte durante. Não há como entrar detalhadamente nestes pontos, mas basta olharmos, Apocalipse 3. 10: “Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra.
A promessa do Senhor Jesus neste texto é de guardar a igreja Dele da hora (momento, período) da provação (tribulação) que há de vir sobre todo o mundo, para provar os que habitam sobre a terra. Nisto vemos três pontos que claramente destaca que a igreja não passara pela tribulação.

1. Ele não diz que guardará a igreja no momento, mas do momento da provação.  Alguns afirmam que a igreja passara pela tribulação, porem será preservada por Deus como Israel foi preservada das pragas do Egito. E dizem que este texto se refere a esta preservação. Porem o texto é claro em dizer da hora da provação, e não na hora da provação. Segundo os estudiosos do grego, a preposição “ek”  “fora de” é usada na construção da frase no grego. Ou seja, ela seria melhor traduzida assim, “...te guardarei para fora da hora (momento, período) da tribulação”. Ou seja, todo verdadeiro cristão não estará aqui na terra no período da tribulação, pois ele será tirado para fora deste momento tenebroso que cairá sobre toda a humanidade.

2. A tribulação será sobre o mundo inteiro. Ou seja, as noticias que chegam para nós de guerras, pragas, catástrofes, e perseguições são isoladas, e com pausas de tempo grandes, ou curtas. Ou seja, ouvimos de guerra entre um país e outro, passa meses e ate anos, para surgir outra. Vemos de alguma nova doença em alguma região, gripe aviaria, por exemplo, na Ásia, passa se um tempo e outra surge em outro hemisfério, como a zica aqui no Brasil. Perseguições no estado islâmico, ou na Coreia do Norte, porem na maioria dos países ha liberdade para pregar o evangelho e assim por diante. A tribulação, chamada pelo Senhor Jesus em Apocalipse de provação, vira sobre todo o mundo, ou seja, acontecimentos simultâneos em todas as partes do planeta. Terremotos de grandes proporções em varias partes do globo ao mesmo tempo, doenças afligindo a humanidade em todo território global, guerras em varias partes ao mesmo tempo, e assim por diante.

3. A Tribulação virá para provar os que habitam sobre a terra. A igreja não habita sobre a terra, ela é peregrina aqui. Em Filipenses 3. 20 nos diz: “Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo". Ou seja, se nossa pátria é os céus de onde aguardamos o nosso Salvador o Senhor Jesus Cristo. Como iremos passar pela tribulação,se aguardamos o Senhor Jesus o nosso Salvador vir dos céus para nos levar para sua gloria? Como passaremos por ela,  se nos somos cidadãos dos céus, e ela é para provar os que habitam sobre a terra? A humanidade sem Cristo aguarda a tribulação, a igreja de Cristo, que esta sendo composta de todo aquele que verdadeiramente se arrependeu e foi convertido a Ele recebendo-o como Senhor e Salvador pela fé, aguarda a Ele vir nas nuvens para a Salvar deste período tenebroso que cairá sobre todo a terra.

Mas ai surge uma pergunta: O que são então às noticias que chegam a nós pela televisão, e pela internet?
Bom todos nós sabemos que um espetáculo tem seus bastidores, uma preparação, um ensaio. Assim também como toda a partida de futebol antes de começar, os jogadores vão fazer um aquecimento antes no gramado, e ali dão uma previa para o publico daquilo que será os 90 minutos da partida. Da mesma forma às coisas que vemos nos nossos dias são um aquecimento, um preparo, um ensaio para esta hora negra que ocorrerá com a humanidade. E o único meio de não passar pela tribulação e arrependendo-se de seus pecados e crendo no Senhor Jesus Como Senhor e Salvador. Se no aquecimento estamos vendo coisas tão terríveis, imagine na hora do espetáculo, e o objetivo da tribulação será julgar aqueles que no período da graça, que é o tempo que estamos vivendo rejeitaram o Senhor Jesus Cristo, como Senhor e Salvador de suas almas.

Qual será a sua atitude? O que você está esperando? A vinda de Cristo nas nuvens para te buscar, levando-te para o lar celestial juntamente com todos os seus remidos pelo seu sangue na cruz? Ou você está esperando este período terrível de sofrimentos indescritíveis que vira sobre toda a humanidade?

Só para refletir. Porque será que nos últimos anos, à maioria dos filmes de Hollywood só abordam a temática do fim do mundo, ou de uma humanidade distópica, onde a humanidade esta sofrendo terrivelmente guerras, fomes, doenças e catástrofes naturais? Não será porque no seu subconsciente o ser humano sabe que este período é algo inevitável, e o único meio de salvar-se dele é por meio do Senhor Jesus Cristo o Filho de Deus.






quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O crente pode ser possuído por um demônio?

Por Jesué da Silva Andrade.

Essa também é uma duvida comum em muitas pessoas, e que de vez em quando sou confrontado com ela. Porém dentro desta pergunta é preciso esclarecer o que as pessoas entendem como “crente”. Se “crente” for no sentido puramente religioso da palavra, o que é muita das vezes, sinônimo de ser “evangélico”, ou “protestante”. E ai, eu tenho que dizer claramente que nem todo “protestante”, ou “evangélico” são de fato pessoas que creram verdadeiramente em Cristo Jesus, como Senhor e Salvador de suas almas.

Neste caso estas pessoas são religiosas como, muitos católicos, espíritas, judeus, candomblés, islamitas, budistas e etc. E independente do que estas pessoas pensam, fazem, ou falam, elas não são salvas, e devido a isto elas ainda pertencem ao reino das trevas, embora elas acreditem em Deus, e que sua religião esteja de acordo com a vontade Dele, na realidade elas ainda  estão mortas em seus delitos e pecados, e andam segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência,( Efésios 2. 1-3). Estes são o que chamamos de “crente meramente professo”, ou seja, eles dizem que creem em Jesus Cristo, como Senhor e Salvador. Mas na realidade nunca de fato se converteram a Ele. Praticamente são como os fariseus, saduceus, e escribas dos tempos bíblicos. Onde o próprio Senhor Jesus diz: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”, (Marcos 7. 6).

Neste sentido estas pessoas nunca saíram do domínio das trevas, e consciente ou inconscientemente, parcial, ou completamente elas estão realizando é a vontade do inimigo de nossas almas, que as estão conduzindo para uma perdição eterna, através do engodo da religião. Pois elas não são salvas, e independente da posição, e do que elas fazem em suas respectivas religiões, por mais sincera que sejam verdadeiramente elas não são crentes no Senhor Jesus.

Ser um crente no Senhor Jesus, é alguém que ao ouvir o evangelho, reconheceu o seu pecado, o seu estado de miséria diante de Deus que iria castigar todos os seus pecados, e aceitou pela fé a oferta de salvação que Deus lhe propôs, mediante a Obra Redentora do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário. Não é uma questão de pertencer à religião “a” ou “b”, mas de se apropriar pela fé do único, e especial plano de redenção que Deus realizou para a salvação do ser humano. Não é ser religioso, mas é ser reconciliado com Deus mediante a Obra vicária de Cristo.

Tendo esclarecido isto, fica bem claro que não, o verdadeiro crente no Senhor Jesus Cristo não pode ser possuído por um demônio. E podemos destacar aqui dois fatos fundamentais sobre esta verdade.

I. Ele foi transportado da morte para vida: “ Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.”, (João 5. 24). Observe que estas palavras são ditas pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Ele diz claramente que os que ouvem sua palavra, e crê  Naquele que o Enviou, este têm a vida eterna. Se no momento em que cremos no Senhor Jesus passamos ter a vida eterna, já indica que não podemos ser possuídos pelo inimigo, pois, neste caso esta vida não seria eterna. Mas observe que o Senhor ainda diz que estes não entrarão em condenação. Ou seja, não há como eles serem condenados, pois agora tem a vida eterna e por quê? Porque passaram da morte (neste caso aqui é a morte espiritual, o estado de separação que o ser humano sem Cristo se encontra), para a vida, a vida eterna que Deus oferece a todo o que crê em Seu Unigênito Filho. Em outras palavras no momento da nossa conversão nos fomos transportados do reino das trevas, onde o inimigo das nossas almas impera, para o Reino do Filho do Seu Amor veja Colossenses 1. 3. E Deus jamais irá permitir que o inimigo governasse nossas vidas novamente.

II. Ele tem o Espírito Santo habitando em si:E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.”, “ Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.”, (João 7. 36-38: Efésios 1. 13-14).


No primeiro texto vemos o Senhor Jesus fazendo a promessa da vinda do Espírito Santo. Ele diz claramente que os que cressem Nele, do seu interior fluiriam rios de águas vivas. E o apostolo João destaca que Cristo estava se referindo com esta expressão ao Espírito Santo, que iria ser dado quando Jesus fosse glorificado. Observe que João fala do Espírito que iam receber os que Nele (o Senhor Jesus Cristo) cressem.

Já o apostolo Paulo escrevendo aos Efésios muitos anos depois deste relato do apostolo João. Diz que os cristãos de Efeso, já tinham recebido o Espírito Santo no momento em que eles creram no Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas almas. Aqui a promessa feita pelo Senhor Jesus já tinha se cumprido, pois o Espírito Santo já havia sido enviado no dia  de Pentecostes cerca de dez dias depois da ascensão do Senhor Jesus na gloria. Observe que os Efésios receberam o Espírito Santo no momento em que creram, pois foi: “depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. Todo o verdadeiro cristão, ou crente no Senhor Jesus Cristo recebeu o Espírito Santo no momento da sua conversão. Isto não é algo que sentimos, mas é algo que cremos, pois assim está escrito na palavra de Deus. E uma vez que o Espírito Santo habita em cada crente que verdadeiramente se converteu ao Senhor, é impossível o inimigo se apossar desta pessoa novamente. Pois o Espírito Santo é Deus, e Deus é todo poderoso, e jamais o inimigo poderá possuir alguém que tem o Deus todo poderoso habitando dentro de si, na Pessoa Bendita do Espírito Santo.
Existem outros fatores que destacam esta verdade, mas pela falta de tempo não vamos entrar nelas. 

Creio porem que estes dois são mais do que suficiente para destacar claramente que uma vez que a pessoa se arrependeu e verdadeiramente se converteu ao Senhor Jesus Cristo, esta não será possuída por um demônio. Ele será tentado em todas as formas de tentações possíveis. Pois embora o inimigo não domine mais esta vida, ele pode torna-la inútil no serviço que este tenha que realizar aqui na Obra de Deus, durante sua peregrinação terrena. Por isto a necessidade constante de cada crente estar em vigilância e oração.


Satanás não pode possuir o verdadeiro crente, mas pode aniquilar o seu testemunho, e prejudicar sua comunhão com Deus, através da opressão deste mundo tenebroso, e das inclinações maléficas de nossa carne, coisas com as quais eu e você teremos que combater durante toda a nossa vida aqui neste mundo. Mas Deus em sua infinita graça já forneceu os recursos necessários para podermos vencer as investidas do inimigo de nossas almas, Efésios 6. 10-18. Bastam nós usarmos estes recursos, que estão a nossa disposição.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A mulher pode ou deve usar véu ?


Por José Carlos Jacintho de Campos.



Está se tornando usual, em nossos dias, a aplicação indevida dos verbos poder e dever. Conforme a conveniência ou ponto de vista que se queira defender, dissimuladamente fazem a substituição desses verbos em artigos ou comentários bíblicos, que passam desapercebidos pelos menos atentos, gerando costumes ou tradições ao arrepio da sã doutrina.
O verbo poder representa a faculdade ou possibilidade de fazermos alguma coisa de acordo com o nosso livre arbítrio. Tanto é verdade que esse verbo não é conjugável no modo imperativo. Já o verbo dever tem o significado absoluto de ter a obrigação de fazer-se aquilo que está determinado ou sugerido.
Para exemplificar: podemos cometer pecado? Sim, porque isto faz parte da influência carnal que possuímos, está dentro da nossa capacidade física ou mental, por isso pecamos e diariamente temos que confessar os nossos pecados a Deus (I Jo.1:8-10). Por outro lado, devemos viver assiduamente no pecado? Claro que não, pois isto está claramente determinado na Palavra de Deus que não devemos permanecer no pecado tendo em vista que é nisto que se diferenciam os filhos de Deus e os filhos do diabo (I Jo.3:9-10). Portanto, nem tudo que se pode fazer é o que deve ser feito, sob pena de estarmos pecando e nos identificando com os desobedientes a Deus.
Ninguém, em sã consciência, discordará da afirmação de Paulo que os maridos devem amar as suas esposas assim como Cristo amou a igreja a ponto de Se entregar por ela (Ef.5:22-33). Sabiamente as mulheres dão grande ênfase a esta passagem, tendo em vista que a elas é determinado que sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor, logo a recíproca tem que ser verdadeira, ou seja, as mulheres se submetem por obediência ao Senhor e, em nome dessa mesma obediência, seus maridos lhes devem amor na mesma plenitude que Cristo amou a Sua igreja.
O que causa estranheza é que o mesmo vernáculo - deve - usado em Ef.5:28, que no original grego denota uma inquestionável obrigação moral, não é aceito, principalmente pelas mulheres, em ICo.11:10 que afirma que a mulher deve trazer um sinal de submissão ou autoridade em sua cabeça por causa dos anjos. Nesta passagem o verbo está conjugado no modo imperativo afirmativo, que não deixa nenhuma dúvida quanto a ordem nele contida. Como é possível o mesmo verbo ter sentidos diferentes em Ef.5:28 e ICo.11:10? Dever implica em obrigação, logo, não cumprir com aquilo que é determinado na Bíblia é desobediência a Deus.
É impressionante como muitas pessoas têm gasto um precioso tempo levantando argumentos, até mesmo absurdos, para justificar o descumprimento da determinação bíblica que a mulher deve cobrir a sua cabeça nas reuniões da igreja. Esses argumentos geram uma confusão tamanha que faz com que as lideranças de algumas igrejas locais deixem o uso do véu a critério pessoal de cada irmã, como se houvesse duas verdades na Bíblia.
A isto chamamos de a Síndrome de Pilatos, ou seja, conhece-se a verdade, porém, é "politicamente correto" não aplicá-la, com isso, "lavam-se as mãos" jogando a responsabilidade da decisão sobre as mulheres. Esse procedimento, de não assumir responsabilidades, foi utilizado por Pilatos para encaminhar Jesus Cristo para a morte. Por definição: responsabilidade não se transfere, assume-se para não se tornar um irresponsável.
Creio ser oportuno avaliarmos alguns dos argumentos apresentados por aqueles que procuram justificar a desobediência do não uso do véu, pelas mulheres, nas reuniões públicas realizadas pela igreja local:
Está se tornando usual, em nossos dias, a aplicação indevida dos verbos poder e dever. Conforme a conveniência ou ponto de vista que se queira defender, dissimuladamente fazem a substituição desses verbos em artigos ou comentários bíblicos, que passam desapercebidos pelos menos atentos, gerando costumes ou tradições ao arrepio da sã doutrina.
O verbo poder representa a faculdade ou possibilidade de fazermos alguma coisa de acordo com o nosso livre arbítrio. Tanto é verdade que esse verbo não é conjugável no modo imperativo. Já o verbo dever tem o significado absoluto de ter a obrigação de fazer-se aquilo que está determinado ou sugerido.
Para exemplificar: podemos cometer pecado? Sim, porque isto faz parte da influência carnal que possuímos, está dentro da nossa capacidade física ou mental, por isso pecamos e diariamente temos que confessar os nossos pecados a Deus (I Jo.1:8-10). Por outro lado, devemos viver assiduamente no pecado? Claro que não, pois isto está claramente determinado na Palavra de Deus que não devemos permanecer no pecado tendo em vista que é nisto que se diferenciam os filhos de Deus e os filhos do diabo (I Jo.3:9-10). Portanto, nem tudo que se pode fazer é o que deve ser feito, sob pena de estarmos pecando e nos identificando com os desobedientes a Deus.
Ninguém, em sã consciência, discordará da afirmação de Paulo que os maridos devem amar as suas esposas assim como Cristo amou a igreja a ponto de Se entregar por ela (Ef.5:22-33). Sabiamente as mulheres dão grande ênfase a esta passagem, tendo em vista que a elas é determinado que sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor, logo a recíproca tem que ser verdadeira, ou seja, as mulheres se submetem por obediência ao Senhor e, em nome dessa mesma obediência, seus maridos lhes devem amor na mesma plenitude que Cristo amou a Sua igreja.
O que causa estranheza é que o mesmo vernáculo - deve - usado em Ef.5:28, que no original grego denota uma inquestionável obrigação moral, não é aceito, principalmente pelas mulheres, em ICo.11:10 que afirma que a mulher deve trazer um sinal de submissão ou autoridade em sua cabeça por causa dos anjos. Nesta passagem o verbo está conjugado no modo imperativo afirmativo, que não deixa nenhuma dúvida quanto a ordem nele contida. Como é possível o mesmo verbo ter sentidos diferentes em Ef.5:28 e ICo.11:10? Dever implica em obrigação, logo, não cumprir com aquilo que é determinado na Bíblia é desobediência a Deus.
É impressionante como muitas pessoas têm gasto um precioso tempo levantando argumentos, até mesmo absurdos, para justificar o descumprimento da determinação bíblica que a mulher deve cobrir a sua cabeça nas reuniões da igreja. Esses argumentos geram uma confusão tamanha que faz com que as lideranças de algumas igrejas locais deixem o uso do véu a critério pessoal de cada irmã, como se houvesse duas verdades na Bíblia.
A isto chamamos de a Síndrome de Pilatos, ou seja, conhece-se a verdade, porém, é "politicamente correto" não aplicá-la, com isso, "lavam-se as mãos" jogando a responsabilidade da decisão sobre as mulheres. Esse procedimento, de não assumir responsabilidades, foi utilizado por Pilatos para encaminhar Jesus Cristo para a morte. Por definição: responsabilidade não se transfere, assume-se para não se tornar um irresponsável.
Creio ser oportuno avaliarmos alguns dos argumentos apresentados por aqueles que procuram justificar a desobediência do não uso do véu, pelas mulheres, nas reuniões públicas realizadas pela igreja local:


O ARGUMENTO RESTRITIVO:

O assunto seria específico à igreja em Corinto. Os que assim argumentam se estribam no erro de que a primeira epístola aos Coríntios se prende obstinadamente a fatos locais, logo, o uso do véu pelas mulheres seria específico para aquela igreja local.
Sem dúvida, essa afirmação é absurda, pois é claríssima a universalidade da epístola ... à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome do Senhor Jesus, Senhor deles e nosso (ICo.1:2). Será por demais pretensioso afirmar que os males que afligiam aquela igreja jamais ocorreriam em outras. O Espírito Santo orientou Paulo nesse sentido a fim de que as demais igrejas aprendessem com os erros cometidos por aqueles irmãos e evitassem os mesmos procedimentos.
Sabemos que apesar dessas admoestações, esses erros não deixaram de ser praticados, pois, ainda hoje, cometem-se os mesmos pecados apesar das advertências contidas nessa carta. Dizer-se que assuntos correlatos à ordem nos cultos, a participação na ceia, o ordenamento dos dons espirituais, a sublimidade do amor, a ressurreição dos mortos, e os assuntos pertinentes à coleta, seriam específicos à igreja em Corinto, no mínimo é por desconhecimento bíblico, pois, se for de caso pensado é de má fé.

O ARGUMENTO CULTURAL:

O uso do véu seria um costume social da época em Corinto. Pelo fato de Paulo fazer uma referência quanto ao costume social do tamanho do cabelo a ser usado por homens e mulheres (ICo.11:14-15), isto não significa que ele estivesse fazendo o mesmo com o véu.
A comparação é uma figura de linguagem que facilita o ensino ou a explicação sobre determinado aspecto. Um quilo de ilustração vale por uma tonelada de explicações, porém, quando o espírito farisaico prevalece não há ilustração que dê jeito. Lembremo-nos das parábolas de Cristo e a rebeldia dos judeus.
Se a afirmação que o uso do véu para as mulheres é coisa do passado e era aplicado somente naqueles dias, isto vale dizer que o inverso também é verdadeiro, ou seja, os homens de hoje deveriam orar com as suas cabeças cobertas, pois Paulo teria determinado somente para aquela época que o homem devia, ao contrário das mulheres, orar com a cabeça descoberta (ICo.11.4). Teriam, porventura, os homens de hoje usar o "tallith" (um xale de quatro pontas) sobre suas cabeças como faziam e fazem atualmente os judeus que oram com a cabeça coberta nas sinagogas, tendo em vista que o costume da cabeça descoberta seria somente para aquela época?
Percebem o absurdo dessa interpretação! Se não bastasse isso, se o uso fosse válido somente para aquela época, isto equivale dizer que hoje em dia os anjos do Senhor não mais estariam ao redor daqueles que O temem. O verso 10, de ICoríntios 11, é claríssimo, a mulher deve trazer a cabeça coberta por causa dos anjos. Se ensinarmos que a mulher não deve usar véu é o mesmo que dizer que os anjos não existem ou não atuam mais!
O escritor aos Hebreus não deixa dúvida quanto ao ministério dos anjos junto à igreja ... são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação (Hb.1:14). Os anjos do Senhor não podem contemplar a desobediência das servas, pois o uso do véu pela mulher é um sinal da sua submissão, assim como eles são submissos e se cobrem com as suas asas ao comparecerem perante o Trono de Deus (Is.6:2).
Com base nesse mesmo trecho de Isaías 6:2, há afirmações incorretas de que o homem também deveria cobrir a cabeça em suas orações a Deus. A Palavra de Deus é claríssima a esse respeito ... na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça por ser ele imagem e glória de Deus... (ICo.11:7).
Convém ressaltar que o citado verso 10, de I Coríntios, contém uma profunda sabedoria. O vernáculo grego exousia significa "o direito de fazer alguma coisa", ou seja, a cabeça coberta da mulher lhe outorga autoridade para orar, adorar e exercer os seus dons espirituais, e, com essa atitude, ela se legitima perante os anjos e concomitantemente perante a igreja, conforme versos 13 e 16 de I Coríntios 11. Portanto, fica extremamente claro que essa legitimidade é manifestada pelo véu que a mulher trouxer na sua cabeça, pois, o exercício da sua autoridade está sendo demonstrado pelo sinal da sua submissão. Isto é sabedoria de Deus!
É lamentável a errônea interpretação de que a sujeição das mulheres pelo uso do véu é um sinal de que elas são inferiores aos homens. Isto é ignorância! Submissão não é sinônimo de inferioridade. Jesus sujeitou-Se ao Pai, porém, jamais Lhe foi inferior porque Ele - assim como o Pai - é Deus. Jesus deixou claro isso ao afirmar que enquanto ele aqui estivesse o Pai seria maior e não melhor que Ele. Isto diferencia sujeição de inferioridade (Jo.10:30; 17:11,21-23). Qualquer outra interpretação fica por conta do inimigo das nossas almas.


O ARGUMENTO DA SUBSTITUIÇÃO:

O cabelo comprido substitui o uso do véu na igreja. Jamais Paulo fez tal afirmação. O uso da figura de linguagem do cabelo comprido das mulheres, que para elas era uma glória, pois a cabeleira lhe fora dada em lugar da mantilha (ICo.11.15), é uma explicação à sua própria indagação ... julgai entre vós mesmos: é conveniente que uma mulher ore com a cabeça descoberta a Deus? (ICo.11.13). Essa figura de linguagem em hipótese nenhuma anula a obrigatoriedade do cumprimento do verso 10.
É erro grotesco afirmar-se que o cabelo comprido do verso 15 substitui o véu do verso 6, pois os vernáculos usados no original grego para essas vestimentas não são os mesmos, ou seja, no verso 6 trata-se realmente de um véu, peça de tecido mais leve, e no verso 15 de mantilha, vestimenta feminina mais pesada.
Aprendemos em Hermenêutica que em nenhuma hipótese devemos fixar uma doutrina ou norma tendo como base uma figura de linguagem, pois ela serve somente para ilustrar. Aquilo que está sendo ilustrado é que deverá prevalecer.

O ARGUMENTO DA AUSÊNCIA:

Se não houver varão presente às reuniões a mulher pode orar sem véu. Outra afirmação improcedente. O que é que tem haver uma coisa com a outra. A mulher não usa véu por causa do homem, mas por causa dos anjos, como sinal da sua autoridade e submissão à ordenança contida na Palavra de Deus. Os versos 5 e 6, de I Coríntios 11, são extremamente claros ... toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é a mesma coisa como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se de véu.
Paulo ilustra a cabeça descoberta com a punição que era dada às mulheres devassas. O Espírito Santo levou Paulo a ser extremamente enérgico nessas colocações. De fato ele está afirmando que seria vergonhoso para a mulher orar com a sua cabeça descoberta porque, desta forma, estaria se colocando no mesmo nível daquelas que, por viverem no pecado, eram excluídas da sociedade.


O ARGUMENTO INDECOROSO:

Paulo não gostava de mulher. Sem dúvida essa afirmação vem do inferno. O movimento feminista infiltrado em algumas igrejas denominacionais tem lançado essa leviandade, com a maldosa insinuação de que Paulo era casto por não gostar de mulher.
Quanta maldade somente para justificar o não uso do púlpito e do véu pelas mulheres nas reuniões públicas da igreja local! As revelações contidas na Palavra de Deus não são de entendimento humano mas por inspiração do Espírito Santo. Paulo afirma em IITim.3:16... Toda Escritura é divinamente inspirada. Pedro reafirma em IIPe.1:20-21... nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.
Portanto, quem manda as mulheres se cobrirem nas reuniões públicas da igreja com o véu não é Paulo mas o Espírito Santo que é de Deus. A maledicência lançada contra Paulo é indecente, pois ele jamais se desagradou das mulheres ou as menosprezou como ele mesmo escreve em Gl.3:28 ... não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois de Cristo Jesus.
Propositadamente as feministas se esquecem da menção que Paulo faz em suas epístolas às valorosas e dedicadas servas que como ele gastaram suas vidas em prol do Evangelho, e que por certo oravam com as suas cabeças cobertas. É torpeza colocar dúvida sobre a masculinidade de Paulo pelo fato dele praticar a castidade (ICo.7:7-9). Por trás de toda essa desavença criada pelas feministas em torno do uso do véu, está o velado descontentamento das mulheres em usá-lo por entenderem que Paulo teria sido extremamente injusto com elas na medida que as colocou em sujeição ao homem. Essa idéia é absurdamente errada! A sujeição da mulher ao homem vem desde a criação e não se trata de uma "invenção" de Paulo mas uma determinação de Deus.
Desde o princípio da criação a liderança do homem e a sujeição da mulher são determinados por Deus, tendo em vista que o homem é a imagem e glória de Deus e a mulher a glória do homem (ICo.11:7). O homem foi colocado no mundo como representante de Deus para exercer domínio sobre a terra e a sua cabeça descoberta é um testemunho silencioso desse fato.
Portanto, o homem não deve cobrir a cabeça pois tal ato seria um grande insulto a Deus porque estaria cobrindo a Sua glória. À mulher nunca foi dada essa liderança, Deus a colocou como ajudadora do homem. O diabo, em sua astúcia, induziu Eva a usurpar a liderança que pertencia a Adão na medida em que ela, sozinha, decidiu manter aquele fatídico diálogo. Por isso Deus determinou à mulher: ele (o homem) te dominará (Gn.3:16). Eliminar essa sujeição é coisa do diabo, desde o princípio ele persiste nisso.


O ARGUMENTO DO PARADIGMA:

Nas igrejas denominacionais históricas as mulheres não usam véu. Se somos como somos é porque entendemos que assim devemos ser como igreja de Cristo que somos, ou seja, se nos reunimos dessa forma é porque cremos que devemos ter por modelo a igreja primitiva, que é algo sobremodo difícil em nossos dias em virtude das muitas tradições que foram criadas no meio tido como evangélico.
Assim como ocorreu no judaísmo e no catolicismo, o protestantismo se tem conduzido mais pelas tradições humanas do que propriamente pelas revelações contidas na Palavra de Deus. Amamos os irmãos denominacionais, porém, se nos reunimos procurando o padrão autêntico das igrejas neo-testamentárias isto significa que não devemos aceitar tradições humanas misturadas ao ajuntamento solene.
As mesmas vozes que evocam o costume das denominacionais históricas pelo não uso do véu pelas mulheres são as mesmas vozes que não concordam, dentre tantas outras coisas, com a diferenciação que é feita entre o clérigo e o leigo cujo princípio eclesiástico nega, de fato, a unidade de todos os crentes. O vocacionamento clerical é estranho aos ensinamentos contidos na Palavra de Deus, pois ... como pedras vivas, somos edificados, casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo (IPe.2:5). Portanto, todos os cristãos nascidos espiritualmente de novo possuem o mesmo sacerdócio.
Que diremos então acerca das distorções doutrinárias? Por que então somente determinada prática nos serve, como o não uso do véu, e não há concordância para com as demais? Não seria uma hipocrisia pensarmos dessa forma, ou seja, naquilo que atende aos anseios das mulheres as tradições das igrejas denominacionais devem ser seguidas? Creio que Paulo nos dá essa resposta em I Coríntios 11:16 ... se alguém quiser ser contencioso (ao permitir que a mulher ore sem véu), nós não temos tal costume, nem tampouco as igrejas de Deus.



O ARGUMENTO DOUTRINÁRIO:

A obrigatoriedade do uso do véu não é um ponto doutrinário por estar revelado em apenas uma passagem da Palavra de Deus. É sobremodo estranho o ensino que surgiu em nosso meio que uma doutrina bíblica somente é válida quando existe no mínimo mais de uma passagem que confirme a sua condição como tal.
O nosso assunto aqui não é o de abrir um debate sobre hermenêutica, porém, se essa afirmação fosse verdadeira, a maioria das citações escatológicas não seria doutrinária. Basta lermos o Apocalipse e veremos que grande parte dos assuntos nele contidos somente lá estão revelados, ou ainda, afirmarmos que os mortos não serão arrebatados antes dos vivos simplesmente pelo fato que isto está revelado somente em ITs.4:15-17.
É impressionante como inventam tanto por causa de algo tão simples que é o uso do véu pelas mulheres.


O ARGUMENTO DA CONCORRÊNCIA:

O tamanho e a cor do véu promovem um desfile de moda na igreja. Por último, justifica-se o não uso do véu pelo fato que poderá haver entre as mulheres uma concorrência ou desfile de moda pela multiplicidade de cores e tamanhos dos véus. Justificar que o uso do véu criaria uma disputa de moda entre as irmãs é uma afirmação temerária. Os vestidos, as calças compridas (por vezes coladas ao corpo), as saias (por vezes curtas demais), as blusas, os sapatos, as meias, os brincos, os anéis, os colares, os esmaltes, os batons etc. não geram concorrência, mas o véu promoverá isso?!? Não devemos subestimar a Deus dessa forma, pois é o Espírito Santo que determina o uso do véu.
Quanto ao tamanho gerar um modismo pelo fato de quanto menor o véu mais elegante a mulher fica, particularmente pode-se entender que se é ruim usar um véu pequeno pior será não usar nenhum. Porém, é verdadeiro que está havendo um abuso em nossos dias pelo uso de minúsculos véus que os descaracterizam como a cobertura estabelecida na Palavra de Deus.
Pelo fato do seu tamanho não ser determinado explicitamente no citado trecho isto não significa que qualquer coisa que se coloca sobre a cabeça estar-se-ia cumprindo com a divina determinação. Convém lembrar que o uso do véu ordenado por Deus não é uma mera vestimenta mas um sinal (ICo.11:10), e por inferência sabemos que qualquer que seja um sinal ele somente atinge o seu objetivo na medida que revela nitidamente aquilo que ele se propôs mostrar.
A prudência e a moderação são virtudes recomendadas para cercear qualquer tipo de exagero tanto para mais como para menos, pois, há que se ter acentuado cuidado com as posições extremistas.
Segundo o consagrado servo do Senhor, William MacDonald (The Believer's Bible Comentary), "...o véu somente é válido quando o seu uso exterioriza a graça interior da mulher. A coisa mais importante no uso do véu deve ser a certeza de que o coração está realmente submisso; o véu sobre a cabeça das mulheres possui esse real significado...".
Portanto, o tamanho e a cor não são coisas fundamentais, o que verdadeiramente importa é a sujeição das mulheres às determinações contidas na Palavra de Deus. As cores e tamanhos serão adequados por elas próprias segundo a graça que interiormente possuem pela habitação do Espírito Santo.
Isto equivale dizer que o não uso do véu significa a inexistência de reverência e temor a Deus, e é uma questão definitiva e incontestável na Palavra de Deus. A recusa ou omissão das mulheres com respeito ao uso do véu nas reuniões públicas da igreja são demonstrações de rebeldia a Deus. As vozes discordantes são por conta das interpretações de particular elucidação, não por revelação divina.
Que diremos, pois, à vista destes argumentos? Atentemos para o convite de Paulo: Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo (ICo.11:1). Permita Deus que assim seja!




quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O batismo com fogo e o batismo com o Espírito Santo é a mesma coisa?

Geralmente eu sou confrontado com esta pergunta, ou com perguntas similares no meio da cristandade professa. E a grande maioria dos cristãos das denominações pentecostais, e neopentecostais têm uma ideia equivocada em relação a este assunto, e por incrível que pareça até no meio das denominações históricas, que valorizam um pouco mais as Escrituras Sagradas,  dos que as denominações acima, há uma grande confusão sobre este assunto. Não to a aqui julgando as pessoas, ou a sinceridade de seus corações, meu desejo é ajudar a esclarecer na medida do possível àquilo que a palavra de Deus realmente ensina sobre esta doutrina, que como muitas outras são terrivelmente atacadas pelo inimigo de nossas almas.
O Batismo com o Espírito Santo é uma doutrina bíblica, ensinada pelo próprio Senhor Jesus Cristo, Atos 1. 4-5. Porém, tragicamente ele é confundido com o batismo com fogo, porque na pregação de João Batista no deserto, este menciona duas expressões, que são usadas erroneamente, causando este tipo de confusão: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo. (Mateus 3. 11), “Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.  (Lucas 3.16).
Como no dia de pentecostes o Espírito Santo desceu sobre os discípulos que estavam reunidos no cenáculo na figura de fogo, veja Atos 2. 1-4. Então daí muitos erroneamente conclui que batismo com o Espírito Santo, e o batismo com fogo sejam a mesma coisa. Mas não é. Mas como você pode dizer que não é, pois essa conclusão parece ser lógica? Talvez você venha a perguntar.
Então vamos ao texto bíblico e examinarmos o seu contexto para compreendê-los corretamente.

1º: A expressão “batismo com o Espírito Santo” não aparece somente nestas ocorrências em que, João Batista está em sua pregação, dirigindo-se aos que vinham ao seu batismo.
Ela ocorre em João 1. 32-33: E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água.   E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba, e repousar sobre ele.  E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.
Atos 1. 4-5: E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.   Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.
1ª Corintios 12. 13: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
Observe que em todas estas ocorrências a expressão “batismo com fogo” não aparece em conjunto com o batismo com o Espírito Santo. Porque são duas expressões que embora apareçam juntas no discurso de João batista, elas não são sinônimas, mas são duas expressões distintas que descrevem acontecimentos distintos.
Aquele que João Batista visse descer o Espírito Santo como pomba, seria quem batizaria com o Espírito Santo, e este foi o Senhor Jesus Cristo. O próprio Senhor Jesus falando aos discípulos antes de ser elevado aos céus manda estes ficaram em Jerusalém ate receberem a promessa da descida do Espírito Santo, o que aconteceu no dia de pentecostes. E Ele disse que eles seriam batizados com o Espírito Santo não muito depois daqueles dias.
E Paulo escrevendo aos coríntios destaca este fato de todos os verdadeiros cristãos já foram batizados em um só Espírito, formando um só corpo. Vamos falar disso mais a frente, mas aqui e em nenhum dos outros versículos é mencionada a ideia que batismo com o Espírito Santo, e batismo com fogo sejam a mesma coisa.

2º: João batista menciona estas duas expressões, que indicam acontecimentos distintos, pelo fato de haver ali, no meio daquela multidão que vinham ao seu batismo, pessoas não arrependidas de seus pecados.  A estes ele dirigem estas duras palavras: “E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois frutos dignos de arrependimento;  E não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” Mateus 3. 7-10: Lucas 3. 7-10:
Então no publico a quem João Batista dirigia sua mensagem havia pessoas que verdadeiramente estavam arrependidas de seus pecados, e, ao confessarem seus pecados, eram por ele batizadas nas águas do rio Jordão. E assim estes aguardavam a vinda do Messias, que é o Senhor Jesus Cristo que iria batiza-las com o Espírito Santo. Não só elas, mas a todos o que verdadeiramente se arrependerem de seus pecados e crerem Nele como Senhor e Salvador.
E o batismo com fogo é o castigo, (que é o juízo de Deus sobre todos os que rejeitarem seu Plano de Salvação, através da Pessoa e Obra de Cristo) juízo este que João Batista menciona no verso 10 ao dizer sobre o machado estar sobre à raiz de toda a arvore e toda arvore que não produz fruto, será cortada e lançada no fogo, e ao dizer também que na mão dEle, (o Senhor Jesus) tem a pá. Que recolhera o trigo no seu celeiro, e a palha queimará com fogo que nunca se apaga ( Mateus 3. 12: Lucas 3. 17).
João esta profetizando que o batismo com o Espírito Santo será para todos que aceitarem o Plano de Salvação de Deus, por meio da Obra Redentora do Senhor Jesus Cristo. E que o batismo com fogo será para todos os que o rejeitarem. E o mesmo Senhor Jesus Cristo que Salva, é o mesmo que irá condenar a perdição eterna aqueles que não o receberam pela fé como Senhor e Salvador de suas almas.
Erroneamente muitas denominações em suas orações ficam pedindo a Deus que batiza com fogo´a seus membros, este tipo de atitude é errada, pois estas pessoas esta pedindo a condenação de Deus, e não sua misericórdia e seu poder.

3º: O batismo com o Espírito Santo não é uma segunda benção para o fortalecimento do crente capacitando-o a ter poderes sobrenaturais para realizar curas, expulsar demônios, falar em línguas, e realizar milagres, como muita gente pensa. Muito menos é um fortalecimento da alma para levar o crente a não cometer mais pecados. Sei que mencionei coisas aqui que requer uma explicação detalhada, mas por não termos tempo, e também por sair do assunto central da reposta não vamos entrar nelas.
O batismo com o Espírito Santo é a formação de um único corpo de todos os salvos por Cristo da presente dispensação: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.”, 1ªCorintios 12. 13.
O apostolo Paulo dirigido pelo Próprio Espírito Santo, nos diz que todos nós, fomos batizados em um só Espírito, formando um só corpo.
Paulo quando escreveu esta carta ela a dirige: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso , (1ªCorintios 1. 2). Esta não é uma carta dirigida somente aos irmãos que residia na cidade de Corinto, mas a todos os crentes de todos os lugares.  
Quando ele diz que todos nós fomos (primeira pessoa do plural do verbo ser, conjugada no passado, que indica uma ação já ocorrida, consumada) batizados em um só Espírito. Todos sabemos que Paulo veio a se converter muito tempo depois de pentecostes, assim como cada membro da igreja da cidade de Corinto, à quem esta carta foi dirigida. E ao dizer “todos nós”, isto inclui o apostolo, e cada membro da igreja de Corinto, assim como cada verdadeiro cristão, pois estes sãos os que em todos lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. No momento da conversão fomos colocados dentro do corpo de Cristo que é a sua igreja, que está sendo formada de todos os salvos desde pentecostes até o arrebatamento.  Uma vez que a igreja foi batizada Pelo Espírito Santo, para que pessoas diferentes, com origens diferentes, com situações diferentes, e culturas diferentes formassem um único grupo de redimidos por Cristo. Então cada crente ao crer em Cristo, já esta batizado pelo Espírito, pois é Este que colocou cada um de nós dentro do corpo de Cristo. Isto não é algo que sentimos, é algo que sabemos, porque assim está escrito na Palavra de Deus. E não há ninguém que pode dizer o contrario seja ele quem for.
Quando alguém me pergunta se eu já fui batizado como Espírito Santo, eu respondo que sim, pois foi o que aconteceu não só comigo, mas com todo o cristão verdadeiro, pois este, no momento da conversão foi introduzido pelo Espírito Santo no corpo de Cristo a igreja. Não existe uma segunda benção, não é certo pedir um segundo batismo com o Espírito Santo. Creio que é o batismo com o Espírito Santo que o apostolo se refere em Ef 4. 5 quando ele diz que há “um só batismo”. Neste caso, um crente verdadeiro pedir para ser batizado pelo Espírito Santo, é dizer que existe mais do que um batismo do Espírito Santo, e mais do que um corpo, e mais do que uma fé, e etc. E isto é heresia de perdição.
O que levará o cristão a ter poder sobre o pecado, não é ser batizado pelo Espírito Santo, mas sim o encher do Espírito, Efésios 5. 18. Que é um assunto completamente diferente, pois trata da plenitude do Espírito Santo, e não do batismo com o Espírito Santo.
Uma coisa é ter sido batizado pelo Espírito Santo, o que aconteceu com todos os salvos por Cristo da presente dispensação. Outra coisa é ser cheio do Espírito Santo e isto acontece somente com aqueles que buscam isto.
Outra coisa, ser cheio do Espírito Santo não tem nada a ver com falar em línguas, curar enfermos, expulsar demônios, profetizar, ou realizar milagres. O Senhor Jesus dirá claramente que nunca conheceu muitas pessoas que fazem estas coisa em nossos dias, veja Mateus 7. 21-23. E o fato Dele falar que nunca as conheceu é por que elas nunca fizeram parte da sua igreja, do seu corpo, ou seja, elas nunca tiveram o Espírito Santo sequer habitando nelas. Quando Paulo perseguia a igreja, Cristo fez a solene pergunta a Ele, “Saulo, Saulo, porque me persegues?”, (Atos 9. 4). Ao perseguir os primeiros cristãos, Saulo perseguia o Próprio Jesus Cristo, pois, cada verdadeiro cristão faz parte do corpo de Cristo, que é a sua igreja, batizada com o Espírito Santo.
Uma pessoa cheia do Espírito Santo, é alguém que é controlado por Ele, de maneira que o caráter de Cristo é desenvolvido nele. É isto que o apostolo Paulo chama de “o fruto do Espírito” em Gálatas 5. 22. Não é alguém que faz coisas “extraordinárias”, mas é alguém que vive uma vida extraordinária, sendo  esta moldada pelo agir do Espírito Santo, mediante a Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo, através da palavra de Deus.
Espero ter te ajudado.