quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Igrejas de pedras e tijolos ajudam ou atrapalham o evangelho?

O público em geral ficou tão acostumado com as
construções chamadas de igrejas e catedrais que acredita
ser este o ideal de Deus. Na opinião da maioria das
pessoas essas construções são um sinônimo de cristianismo.
Mas o Novo Testamento nem sequer as menciona
entre as coisas que Deus deseja para a igreja. Existem
pelo menos cinco boas razões para esses edifícios associados
ao cristianismo mais atrapalharem do que ajudarem
o evangelho.
1) Eles não são bíblicos. Conforme já demonstramos, simplesmente
não existe qualquer fundamento para isso
no Novo Testamento.
2) Eles transmitem ao mundo uma mensagem errada. As pessoas
podem muito bem ser levadas a pensar que o cristianismo
é uma continuação do judaísmo, apenas com
algumas novas alterações cristãs. Elas podem erroneamente
concluir que Deus habita em "templos feitos
por mãos", e que só pode ser adorado neles (At 17:24-
25). Portanto, daí vem a falsa ideia de que alguém
precise ir a um edifício chamado "igreja" para orar e
aproximar -se de Deus.
3) Eles não são econômicos. Dar tal ênfase a edifícios luxuosos
enquanto milhões de pessoas padecem de fome
em todo o mundo, tanto no sentido espiritual como
material, é simplesmente utilizar mal o dinheiro.
A maior parte dos fundos que a igreja recebe em suas
coletas deveria ser usada para permitir a pregação do
evangelho e a disseminação da verdade, não para financiar
modernas construções e organizações paraeclesiásticas.
O pesado ônus desses investimentos e
de seus juros faz com que os líderes eclesiásticos peçam
ofertas cada vez mais generosas a fim de pagarem
pela construção e por sua manutenção. Com isso
as pessoas podem ser levadas a acreditar que Deus só
está interessado em dinheiro. Com milhões sendo coletados
todas as semanas, parece que a maior dificuldade
dos cristãos não está em dar, mas em direcionar os
fundos que são arrecadados. Hudson Taylor disse: "O
problema da igreja não é a falta de fundos, mas a falta
de consagração de fundos!".
4) Esses edifícios são uma hipocrisia. Ao construírem esses
imensos edifícios, enquanto dizem ao mundo que
amam as pessoas e se interessam profundamente por
suas almas, a mensagem que os cristãos passam não
é muito convincente. Se a igreja está tão interessada
nas pessoas necessitadas deste mundo, por que não
sacrifica um pouco do esplendor de suas edificações?
Ao construir seus edifícios a igreja está demonstrando
que está mais preocupada com a própria glória e conforto
do que com as pessoas necessitadas.
5) Esses edifícios intimidam. É difícil fazer com que as pessoas
que tiveram pouco ou nenhum contato com o cristianismo
compareçam às reuniões nessas luxuosas
construções associadas com o cristianismo. Edifícios
cheios de pompa tendem a espantar, e não atrair essas
pessoas. Tudo lhes parece muito opressor. (As pessoas
do mundo parecem ter um senso melhor que os cristãos
daquilo que convém ao cristianismo – Lucas
16:8). Existe uma forte reação contra o formalismo,
especialmente entre os jovens. As pessoas também
têm medo de serem convidadas a contribuir com dinheiro.
Mesmo assim, muitas dessas pessoas estariam
prontas a ir a um estudo bíblico na forma de uma
conversa numa casa ou em um salão menos pretensioso.
Elas se sentem mais à vontade em uma atmosfera
informal e não profissional, ficando assim mais receptivas
a receberem o evangelho.
Portanto esses grandes edifícios são um empecilho ao
evangelho, e tão somente mostram que não somos mais
sábios do que a Palavra de Deus. O padrão simples que
Deus nos deu em Sua Palavra é sempre o melhor caminho,
pois "o caminho de Deus é perfeito" (Sl 18:30).
Bruce Anstey- A Ordem de Deus.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Pergunta N° 7: Porque vocês não tem pastor?

Porque as igrejas, conhecidas como “Igrejas Cristã Evangélica Casa de Oração” não tem pastor?

Frequentemente quando questionado de que igreja eu sou membro, também sou questionado com esta pergunta; Quem é o “pastor” lá?

Infelizmente a resposta que eu dou a estas pessoas não é uma realidade em todo Brasil, pois infelizmente muitos irmãos estão se auto intitulando “pastores”, e muitos membros em muitas igrejas estão nomeando os seus “obreiros por tempo integral” com este titulo. E eu não tenho visto por parte destes “obreiros” nenhuma resistência a esta pratica.
Sei também que minha resposta irá ofender a alguém, e sinceramente não é esta a minha intenção, embora provavelmente já o tenha feito pouco acima.

Mas vamos à resposta.

Geralmente eu repondo a pergunta: De que igreja eu sou membro?;  “Eu sou membro da igreja de Deus, ou do Senhor Jesus Cristo, que se reúne no endereço tal” e dou o endereço para a pessoa de onde reunimos, e não da "igreja". Não digo que sou membro da “Igreja Cristã Evangélica”, ou da “Casa de Oração”. Por que a nas cartas apostólicas uma igreja local, é um grupo de salvos que reúnem regularmente ao nome do Senhor Jesus Cristo em uma localidade, a única coisa que deve atrair a estes irmãos na reunião é a Pessoa de Nosso Amado Salvador o Senhor Jesus Cristo, e não a placa que colocamos fora do salão de reuniões, seja, “Salão Evangélico”, “Igreja Cristã Evangélica” ou “Casa de Oração”.

E digo claramente a estas pessoas que temos sim pastor. Só que é pastor no sentido bíblico, e não no sentido humano e religioso da palavra.

1. O Senhor Jesus Cristo, em João 10. 11. O próprio Senhor Jesus se apresenta a nós como “O Bom Pastor” que deu a vida pelas suas ovelhas. Ele o Senhor Jesus Cristo é o Nosso Único e Verdadeiro Pastor, veja também o Salmo 23. 1.

2. Irmãos que tem o dom de pastor, assim como os irmãos que tem o dom de evangelista, e outros   dom de ensinador, Efésios 4. 11. Ou seja, eles são irmãos, eles não estão numa posição acima dos outros, porque estudaram numa faculdade ou seminário. Mas foram dotados por Deus, através do Espírito Santo para realizar estes serviços na obra de Deus. São chamados de dons coletivos dados por Deus a sua *igreja, para realizarem serviços específicos, de evangelismo, pastoreio ou ensino da palavra de Deus. Isto não é cargo, ou titulo dignitário, colocando-os acima dos demais irmãos. Pastor neste caso é serviço, assim como o evangelista, e o ensinador. Eles são irmãos e diante de Deus estão no mesmo nível que os outros, eles não são uma classe especial que está mais perto de Deus, e que precisa ser destacada dos demais irmãos. Alias esta pratica que é comum no denominacionalismo, é antibíblica, pois divide o corpo de Cristo, que é a sua igreja, em clero e leigos. E todos os crentes são sacerdotes de Deus, veja 1ªPedro 2. 1-10: Apocalipse 1. 1-6.

3. Os presbíteros de uma igreja local, são os pastores da mesma, Atos 20. 17, 28. Paulo havia chamado os presbíteros da igreja de Éfeso, e lhes disse que era para eles olharem por eles (o grupo de presbíteros) e por todo rebanho, (a igreja de Éfeso, o grupo de salvos que reuniam ao Nome do Senhor Jesus Cristo ali naquela cidade). Sobre o qual o Espírito Santo os constitui bispos, para apascentar (pastorear) a igreja de Deus. Ou seja, presbíteros, bispos e pastores, são palavras dirigidas ao mesmo grupo de pessoas. E não hierarquias distintivas. Como é comum vermos na cristandade professa, “presbíteros” abaixo do “pastor” e “pastor” abaixo do “bispo”. E observe que Paulo manda chamar não “o presbítero”, mas os presbíteros. Ou seja, uma igreja local não pode ter um único homem na sua liderança, mas deve ter pelo menos dois. E estes irmãos irão exercer a liderança, não a ditadura (a vontade deles), não a democracia (a vontade da maioria), mas a vontade de Deus. Pois eles através da palavra de Deus e da direção do Espírito Santo estarão sendo instrumentos nas mãos de Deus para guiar o seu povo, a sua igreja em uma determinada localidade.
Novamente observe que eles são irmãos, que exercem a função de presbíteros. Presbítero não é titulo é serviço. E um cristão deve ter qualificações para exercer esta importante função na igreja local onde ele é membro, veja 1ªTimoteo 3. 1-7: Tito 1. 5-9. Não é alguém que tem um diploma, não é uma profissão rentável, não é um posto de autoridade, onde ele manda e os outros obedecem. São irmãos que tem uma vida exemplar, e que devido a este exemplo os outros membros da igreja os respeitam e aceitam voluntariamente sua liderança. Liderança esta que não vem deles próprios e nem é prerrogativas deles, mas é uma liderança espiritual, proveniente do Espírito Santo que os capacitou, e que os usa para governar a igreja, através das orientações solenes da Palavra de Deus.
Deus não reconhece títulos eclesiásticos, ou forma de governo alheios a sua palavra. Não estou dizendo com isto que não tenha pessoas que tenham o titulo de “pastor” no sentido religioso, que não é salva, ou que este não seja um servo de Deus, e que ele não seja usado por Deus para a salvação dos perdidos, ou para ensinar a palavra de Deus. Não é isto. Apesar dos desvios da cristandade Deus ainda é fiel a sua palavra, e ela jamais voltará vazia. Ele é quem produz o novo nascimento e aplica a sua Palavra ao nossos corações para a nossa edificação. Porem este modelo de governo usado pelo denominacionalismo é errado, é invenção humana sem respaldo na palavra de Deus.

As igrejas neotestamentarias, que erroneamente são conhecidas no Brasil de “Igrejas dos Irmãos” “Igreja Cristã Evangélica” ou “Casa de Oração”. Tem se afastado do modelo bíblico de governo da igreja, e infelizmente temos visto irmãos se nomeando “pastores”, ou os membros destas igrejas os nomeando desta forma. Irmãos para termos pastores em nosso meio não é preciso ter pessoas que usam este titulo. Pode uma igreja ter uma pessoa ostentando o titulo de pastor, mas o seu Verdadeiro e Único Pasto estar do lado de fora dela batendo na porta desejando entrar, Apocalipse 3. 20.


*A palavra igreja na bíblia, tem dois aspectos distintos, a igreja universal que é o grupo de todos os redimidos deste pentecostes até o arrebatamento, veja Mateus 16. 18: Efésios 3. 10. E a igreja local que é o grupo de salvos em uma localidade, veja 1ªCorintios 1. 1-3. O dom de pastor, assim como o evangelista e o ensinador (mestre). É dado a igreja no primeiro aspecto, ou seja, a esfera de serviço deles e a todos os cristãos renascidos. Enquanto que os presbíteros, que são “pastores locais” a esfera de serviço deles é limitada somente a igreja local onde eles são membros. Não há em nenhum lugar no Novo Testamento de presbíteros exercendo estas funções fora das suas respectivas igrejas locais. Porem constantemente temos ouvido falar de igrejas, ou irmãos que foram socorridos, orientados, consolados, ou restaurados através de ministério de irmãos que realmente tem sido usado por Deus como pastores no meio do seu povo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pergunta N° 6: Estarei debaixo de maldição se eu não entregar o dizimo?


Talvez a maioria das pessoas que lerem esta resposta não irão concordar com a ela. Mas não estou nem um pouco preocupado com o que a maioria pensa ou acha. Minha resposta atem-se simplesmente naquilo que a palavra de Deus diz.
Em Gálatas 3. 13 está escrito: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque esta escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.
Em outras palavras todo aquele que verdadeiramente arrependeu de seu pecado e creu no Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal, foi resgatado, ou seja, comprado de volta,da maldição da lei.
Então dizer que alguém que creu no Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal está debaixo de maldição por não entregar o dizimo em sua respectiva denominação, esta dizendo claramente que o preço que Cristo pagou na cruz do Calvário pelos nossos pecados, não valeu nada. Alias uma pessoa pode pegar todos os seus bens e dar aos pobres, ou a sua denominação, se ela não se arrepender de seus pecados e confiar integralmente, e exclusivamente na Obra Redentora do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário. Ela continuara ainda debaixo da maldição da lei, pois no verso 10 do mesmo capitulo 3 de Gálatas nos diz que: “Todos aqueles que são das obras da lei, estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las;”.
Os que defendem a tese de que o cristão que não paga o dizimo esta debaixo de maldição por que roubam ao Senhor. E neste caso correm até o risco de perderem a salvação, por que são “ladrões”, e os “ladrões não herdarão o reino dos céus” 1ªCorintios 6. 10.
Baseiam este absurdo em Malaquias 3. 8-10. Mas a maioria não entende que a palavra dízimo ali está no plural, “dízimos”. E neste caso Deus estava repreendendo a nação de Israel por estarem quebrando os seus mandamentos, inclusive na questão dos dízimos que era para o sustento dos sacerdotes e levitas.
Havia em Israel pelo menos quatro tipos de dízimos que deviam ser observadas pelo povo hebraico.
O dizimo dos animais Levítico 27. 32-33.
O dizimo das colheitas, Levítico 27. 30-31.
O dizimo especial a cada três anos, Deuteronômio 14. 28-29.
O dizimo dos dízimos que os levitas deviam separar para a casa do sumo sacerdote, Números 18. 25-30.
Ninguém consegue entregar os dízimos nos dias de hoje conforme o modelo do regime da lei mosaica. Esta maldição que é citada aqui por Malaquias estava relacionada ao povo de Israel que havia quebrado a aliança com o Senhor não só na questão dos dízimos, mas em inúmeras questões da lei. Geralmente os falsos profetas da “teologia da prosperidade” que tá mais para mitologia da prosperidade. Usam o texto de Malaquias fora do seu contexto, para aterrorizar os seus adeptos a separarem dez por cento do pouco que eles têm, na vã esperança de prosperarem materialmente. O cristão renascido, ou verdadeiramente convertido ao Senhor, como você preferir. Não está debaixo da lei, mas sim da graça de Deus. Portanto sua pátria não é terrena, mas celestial. Por isto não há no Novo Testamento nenhuma ordem para ele dizimar parte de sua renda. Antes ele é orientado a contribuir voluntariamente, segundo o que propõe em seu coração com a Obra do Evangelho Veja 1ª Coríntios 16.1-2: 2ª Coríntios 9.7.
Nenhum líder religioso tem o direito de ameaçar, ou forçar os cristãos a darem o dizimo. Qualquer cristão que se coloca debaixo de tal servidão está voltado a escravidão da lei. O mandamento dos dízimos não é para o cristão, é para o judeu. A não ser que você queira se circuncidar, guardar o sábado, não comer carnes de certos animais, frequentar a sinagoga e etc.
Sabemos que todas estas coisas são sombras a realidade é Cristo. O único que verdadeiramente resgata o pecador da maldição da lei, o Único que verdadeiramente quebra a maldição do pecado sobre a raça humana através de Seu Sacrifício Vicário na Cruz do Calvário.


sábado, 7 de junho de 2014

Pergunta Nº 5: Duvidas sobre a própria conversão.


Pode alguém ter duvidas da sua própria conversão? Converti-me recentemente, porém tem vindo duvidas em minha mente, se realmente houve uma conversão, ou se foi simplesmente um entusiasmo?

Embora a maioria dos assim chamados “convertidos” vão negar este fato, caso sejam questionados a respeito desse assunto. Essa é uma duvida comum naqueles que se converteram ao Senhor Jesus Cristo, nos seus primeiros dias de vida nova em Cristo.
São duvidas que, são provenientes de varias situações.

1. Às vezes porque o recém-convertido creu no Senhor a pouco tempo e já cometeu algum pecado, e em consequência vem o sentimento de culpa, que por sua vez o inimigo de nossas almas usa tal sentimento para impor na mente deste duvidas em relação a sua própria conversão.

2. Outra situação pode ser por que o recém-convertido ao sentir ainda desejos, e até ser atraído pelas coisas triviais deste mundo, quando depara com o texto de 1ª João 2. 15 que diz: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”. Se o amor do Pai não está naquele que ama o mundo, então este não é convertido, logo deduz desta forma um recém-convertido, por que ainda este sente atraído pelas coisas do mundo.

3. Também pode ocorrer duvidas devido ao fato do recém-convertido, por não ter ainda um conhecimento mais aprofundado da palavra de Deus, e um relacionamento mais intimo com Deus. Algo que só vem através do tempo. Por vivermos numa época de grande confusão no meio da cristandade, e por se bombardeado todos os dias com doutrinas estranhas a palavra de Deus, este venha duvidar não só da sua própria conversão, mas também da própria palavra de Deus, que é as Escrituras Sagradas.

4. Outro caso que pode gerar duvidas na vida de um recém-convertido é o fato de observar pessoas que uma vez confessaram a fé em Cristo, e hoje elas se dizem desviadas, e vivendo em praticas até piores que tiveram outrora, antes da suposta conversão. Então com o medo de vir acontecer o mesmo com elas, estes também duvidam da sua própria conversão.

5. Existem também aqueles que deparam com a hipocrisia da cristandade professa. Ou seja, aqueles que professa serem convertidos a Cristo, foram batizados, frequentam uma denominação evangélica, e até exercem algum ministério. Mas suas vidas são completamente contraria ao que a palavra de Deus ensina sobre a conduta do cristão. Então neste caso estes recém-convertidos ao deparar com a dificuldade de colocar em pratica a palavra de Deus, costuma duvidar da sua própria conversão ao experimentar o fracasso, e consequente temem de também estarem sendo hipócritas. Ou seja, usando o nome de Cristo como uma capa para esconderem seu verdadeiro caráter. E neste caso, são duvidas terríveis costumam vir sobre eles.

Bom eu creio que existem bem mais situações que levam a um recém-convertido a duvidar da sua própria conversão. Eu enumerei estas cinco, pois confesso que já me deparei com cada uma delas.
A duvida é obra de Satanás, pois foi ela foi à ferramenta principal usada por ele, na queda de nossos primeiros pais no jardim do Édem, veja Genesis 3. 1-5. Da mesma forma ele ainda usa esta mesma ferramenta para impedir o progresso de alguém que estava morto em seus delitos e pecados, e agora ao converter ao Senhor Jesus Cristo, adquiriu nova vida. E para esta vida não se desenvolver, de modo que este seja um instrumento nas mãos de Deus, para a glorificação do mesmo e expansão do Seu reino. Satanás tentara de todas as formas, impedir a tal pessoa de se desenvolver atacando-a com duvidas terríveis, usado cada situação que lhe for favorável. Ele atacou o próprio Senhor Jesus Cristo com a duvida “Se tu és o Filho de Deus?”, Veja Mateus 4. 2, 6.

E da mesma forma que o Senhor Jesus Cristo venceu a Satanás, também assim teremos vitoria sobre ele usando palavra de Deus, e tendo uma vida de oração, e constante comunhão com o Senhor. Em cada uma das situações que citamos acima vemos na palavra de Deus o remédio para lidar com elas.

1. O fato de alguém ter sido convertido ao Senhor Jesus Cristo não o tornou impecável, ou seja, alguém que nunca mais vai pecar. Aliás, ele ainda é pecador, e infelizmente até ao arrebatamento da igreja, ou sua partida para eternidade através da morte. Ele ainda pecará contra Deus. Um recém-convertido que peca, não significa que ela não se converteu, ou que ela perdeu a sua salvação. O Seu relacionamento com Deus agora não é mais de Juiz e réu, Deus o Juiz e ele o réu condenado. Não! Mas o relacionamento entre um pecador arrependido que confiou em Jesus Cristo como Único e Suficiente Senhor e Salvador de sua alma. E o Deus Todo Poderoso, Santo e Justos. É de Pai e Filho. Deus agora é o Pai, e tal pecador arrependido, foi adotado por Este como um filho. O pecado de um recém-convertido, ou de um velho convertido, pois estes também pecam. Não quebram este relacionamento de Pai e filho, mas o desequilibra, e para ser equilibrado novamente. Este pecador, sendo recém-convertido ou velho convertido, precisa urgentemente fazer o que nos é ensinado em 1ª João 1. 9.

2. Todo o pecador que se converte ao Senhor Jesus Cristo, sendo novo ou velho convertido. Tem uma natureza pecaminosa chamada de carne pela palavra de Deus, e que sente atração pelo mundo e seus atrativos. Quando o Espírito Santo inspirou o apostolo João a escrever sua primeira epistola. A palavra “amar” que Ele usa no grego original de onde nossas veio nossas traduções das Escrituras. Vem da raiz “ágape” que é um amor sacrifícial. É a mesma palavra que é usado em João 3. 16 que diz: “Deus amou “ágape” o mundo de tal maneira, que Deus seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”. A ideia aqui é amar a tal ponto de se sacrificar, ou fazer sacrifícios para obter tal coisa. Deus amou o mundo (gênero humano), de tal maneira, que Ele sacrificou seu Único filho, para que aqueles fazem parte do mundo, ao se arrependerem e aceitarem o Sacrifício do Filho de Deus. Tenham a vida eterna. Agora a palavra de Deus nos ensina, que aquele que aceitaram tamanho amor. Não podem amar o mundo (sistema humano organizado em rebelião contra Deus), a ponto de se sacrificarem por ele, caso eles façam isto. Ou seja, amem ao mundo a ponto de se sacrificarem por ele. Isto só revelará que eles nunca conheceram verdadeiramente o amor de Deus. Ou seja, a questão não é se sentir atraído pelo mundo e suas ilusões. Mas é se render a ponto de se sacrificar ou sacrificar algo, neste caso o própria comunhão com Deus, para fazer parte, e experimentar tais ilusões do mundo. O cristão não foi chamado para ser tirado do mundo, mas para iluminá-lo vivendo fora de sua influencia, veja João 17. 14-17. Ou seja, ele está no mundo, mas não faz parte do mundo. O Cristão sendo novo convertido, ou velho, enquanto sua natureza não for transformada no arrebatamento, sempre será atraído pelo mundo, mas ele nunca fará parte dele. Embora ele sempre será tentado por tal atração.

3. Este tipo de situação de duvidas só poderá ser vencido quando o recém-convertido tomar a decisão de viver em constante oração, e estudo da palavra de Deus. Estando com um coração quebrantado e contrito como diz o Salmista no Salmo 51. 17. Ou seja, sem pressupostos, sem querer defender denominação religiosa, sem querer achar argumento para defender determinada posição doutrinaria. Mas simplesmente para honrar a Deus, desejando realizar a Sua vontade.

4. Este tipo de situação vem da tendência de nossa natureza de compararmos com os outros nos depreciando ou nos vangloriando. Por perseveramos num determinado grupo religioso, e praticando as “doutrinas” desta religião nos julgamos melhores quê os que falharam. Quando fracassamos em alguma destas praticas religiosas erroneamente chamadas de “doutrinas”, tememos sermos iguais tais pessoas, pois percebemos que assim como elas somos seres humanos, fracos e falhos. E neste momento de fraqueza tememos ter cometido o mesmo erro de tais pessoas. Creio que numa situação destas a questão não deve ser se eu sou igual, melhor, ou pior. Mas sim, em que está baseada a minha conversão. Ou seja, eu fui convertido ao Senhor Jesus Cristo, ou a uma denominação religiosa? A minha salvação depende da obra redentora de Cristo, ou das praticas que erroneamente são chamadas de “doutrina” na denominação que frequento? Sou salvo pela graça de Deus, manifestada em Cristo, ou por que acredito que a minha denominação é que é “verdadeira”, e que por seguir suas praticas serei salvo? A Bíblia Sagrada, a palavra de Deus é clara em dizer que não existe salvação fora da Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo, veja João 14. 6: Atos 4. 12: 1ª Timóteo 2.4-5. Uma pessoa que verdadeiramente converteu ao Senhor Jesus Cristo, e que neste caso conhece o amor de Deus, e tem noção de tão grande condenação ele foi salvo por meio de Cristo. Jamais se desvia. Neste caso ele não pode olhar para os outros, e nem para suas próprias fraquezas, mas sim olhar para o Senhor Jesus que é o autor e consumador da nossa fé, Hebreus 12. 1-3.

5. A questão da hipocrisia é muito seria e infelizmente há muitos “cristãos” sem Cristo, seja em qualquer esfera de profissão religiosa. Mas quando nos deparamos com a dificuldade cotidiana de obedecer à palavra de Deus com a nossa conduta perante o mundo. Fracassar nesta área, não é ser hipócrita. O hipócrita não fracassa, o cristianismo para ele é um esconderijo, embora ele acha que está enganando as pessoas aparentando o que ele não é. Ele não esta enganando a Deus. O maior engano que este comete, é contra si mesmo. O fato de alguém fracassar na sua conduta cristã, não o constitui um hipócrita. Desde que ele se arrependa do fracasso, e procura sempre acertar tendo uma conduta digna do evangelho. O que constitui alguém hipócrita é tentar esconder uma conduta que desonre o Senhor Jesus Cristo, com uma capa exterior de religiosidade. É bom salientarmos que a conduta da pessoa que realmente converteu ao Senhor Jesus Cristo não tem como objetivo alcançar a salvação. Mas é por que este foi salvo por Cristo e que ele deseja, e procura viver de maneira que agrade e honre aquele que é o seu Senhor e Salvador, a saber, o Senhor Jesus Cristo, veja Efésios 2. 8-10.

Espero ter ajudado com estas considerações.

Jesué da Silva Andrade.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Pergunta Nº4: Se um crente não pode perder a Salvação, o que acontece com uma pessoa que diz ser crente, mas pratica coisas piores de quem não é crente?


Autor da pergunta: Pedro Afonso de Morais. Manhuaçu, MG.

Autor da resposta: Jesué da Silva Andrade.

Bom esta é uma duvida que incomoda a muitos cristãos, e que de fato atrapalha a conversão de milhares ao Senhor Jesus Cristo. Pois o numero de pessoas que se enquadra neste perfil são muitos. Mas a questão da garantia da Salvação de um pecador, que arrependido recebeu a Cristo como Senhor e salvador pela fé, vem através da palavra de Deus, como já na primeira pergunta que respondemos, “Pergunta Nº 1: O crente pode perder a salvação?”. Esta garantia também vem através da atuação direta do Espírito Santo na vida daquele que se converteu ao Senhor, veja Efésios 2. 13-14: Romanos 8. 15-17. Mas infelizmente existem os “crentes” que são meramente professos. Ou seja, falam que se arrependeram de seus pecados e confiaram em Cristo como Senhor e salvador de suas almas. Mas isto nunca ocorreu de fato na vida deles. Pois sua conduta são completamente contrarias a vontade de Deus. Ou seja, é um “cristão” sem Cristo. Ser crente para a maioria destas pessoas é simplesmente freqüentar mais uma religião. Mas a questão não é que esta pessoa vai perder a salvação, ou não. Este tipo de pessoa não é salva. Provavelmente é uma pessoa que sentiu uma forte emoção ao ouvir o evangelho, ou que o entendeu intelectualmente, ou porque gosta do status “evangélico”, mas verdadeiramente ainda não arrependeu e se converteu ao Senhor. Tudo indica que muitas denominações ensinam a perda de salvação, para evitar que estas pessoas venham a fazer parte de seus grupos religiosos. Porém isto piora o problema, pois muitas vezes elas têm pessoas que são acéticas, ou seja, muito devotas em seu grupo, mas que ao serem questionadas a respeito da salvação delas, estas sempre apresentam o que elas estão fazendo, e não o que o Senhor Jesus Cristo fez por elas na cruz do calvário. Neste caso estas pessoas também são meramente professas, pois se enganam achando que são salvas por obedeceram as doutrinas e costumes de sua denominação. A diferença entre um suposto crente que pratica coisas terríveis, que muitas vezes nem o mundo pratica, e um que obedece rigorosamente a “doutrina da sua denominação”, é que um pensa que esta enganando todo mundo, mas ele não engana a ninguém. O outro, é que ele não esta tentando enganar ninguém, ele é sincero, e realmente crê que fazendo tudo o que a religião dele manda, ele vai alcançar a salvação, porém ele esta enganado por sua religião. E estes lideres religiosos que o engana ira pagar um preço muito alto diante de Deus no dia do juízo. Mas tanto um quanto o outro estão perdidos, um tentando enganar os outros dizendo uma coisa que não é, e o outro enganado por fazer uma coisa achando que irá salva-lo, mas não vai. Pois a salvação é somente pela fé na Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo, João 14. 6: Atos 4. 12: 1ª Timóteo 2. 5. A diferença entre uma pessoa que realmente foi salva e uma que não é, e simplesmente o fato, dela ter nascido de novo, João 3. 3, 5. Ou seja, ela é uma nova criatura, e como tal ela vivera de uma maneira diferente da vida que ele tinha antes da conversão. O natural de alguém que verdadeiramente se converteu ao Senhor, é por amor ao Senhor Jesus, viver de uma maneira que O agrada, não para ser salvo, mas sim porque foi salvo. As obras do cristão verdadeiro não salvam, e nunca irá salva-lo. Mas ela é o resultado de que houve uma salvação na vida deste pecador que se arrependeu, e entregou a sua vida ao Senhor Jesus. Uma vida de alguém que se arrependeu, e que é governada por Cristo, é diferente da vida de alguém que ainda não se converteu. Se não há esta diferença é provável que, ainda não houve de fato ainda uma conversão.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Nosso Objetivo.

O objetivo deste blog é tentar ajudar aqueles que tem duvidas em relação questões espirituais. Quem nunca teve dificuldade em entender algumas passagens das Escrituras Sagradas? Ou nunca precisou de ajuda diante de certas questões que surgem em conversa com incrédulos sobre questões bíblicas? Ou precisou de ajuda diante de textos difíceis da palavra de Deus? Eu não tenho a resposta para tudo, nem é minha intenção ter. Simplesmente quero ajudar de alguma maneira através da Palavra de Deus, aqueles que de alguma forma vivem em conflito interior, devido a duvidas e questões que vem em nossa mente no nosso dia a dia. Não terei reposta para todas as perguntas com certeza. Mas com a graça e misericórdia de Deus, tentarei responder da melhor maneira possível a cada questão que surgir. Se tiver alguma duvida no contexto espiritual, e de cunho bíblico envie-a logo abaixo no blog ou pelos e-mails jesue_silva@yahoo.com.br, e zueandrade@gmail.com,será uma satisfação te ajudar a entender a palavra de Deus.